quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
The Jam - Sound Effects - Deluxe Edition (1980 - 2010)
Sound Affects é o quinto álbum de estúdio do grupo The Jam, foi lançado em 1980. Nele está o mais famoso single do The Jam, a música "That's Entertainment".Tematicamente, Paul Weller explorou um caminho mais indireto, deixando para trás (em grande parte) as letras com histórias narrativas em favor de relações mais abstratas de espiritualidade e percepção - a abordagem decorrentes de suas leituras recentes de William Blake e Percy Bysshe Shelley (que foi citado na capa) mas, mais especificamente, Geoffrey de Monmouth, cuja obras "Camelot" e "Vision of Albion" trazem uma forte impressão.
Musicalmente, também é notória a influencia do álbum Revolver dos Beatles como uma fonte primária (a linha de baixo de "Start!", que vem diretamente de Taxman, é a ocorrência mais óbvio), incorporando sons ímpares e ocasionais e vocal com efeitos de eco, o que implicava psicodelia sem sucumbir a seus excessos. (wikipedia)
No mês passado, mais precisamente no dia 22 de novembro, saiu estáaedição comemorativa de 30 anos, em formato duplo, traz no album 2, 22 faixas extras, incluindo 8 inéditas, um prato cheio para os fãs da banda e apreciadores dos bons sons.
Tracklist:
Disc 1
01. Pretty Green
02. Monday
03. But I’m Different Now
04. Set The House Ablaze
05. Start!
06. That’s Entertainment
07. Dream Time
08. Man In The Corner Shop
09. Music For The Last Couple
10. Boy About Town
11. Scrape Away
Disc 2
01. Start! (single version)
02. Liza Radley (b-side of Start!)
03. Dreams Of Children (b-side of Going Underground)
04. That’s Entertainment (alternate version from ‘Direction, Reaction, Creation’)
05. Pretty Green (‘demo with overdubs’ – previously unreleased)
06. Pop Art Poem (Jam fan club flexi-disc, from ‘Extras’)
07. Rain (demo from ‘Direction, Reaction, Creation’)
08. Boy About Town (demo – previously unreleased)
09. Dream Time (demo from ‘Direction, Reaction, Creation’)
10. Dead End Street (demo from ‘Direction, Reaction, Creation’)
11. But I’m Different Now (demo from ‘Extras’)
12. Scrape Away (instrumental version – previously unreleased)
13. Start! (demo – previously unreleased)
14. Liza Radley (demo from ‘Extras’)
15. And Your Bird Can Sing (demo from ‘Extras’)
16. Monday (alternate version – previously unreleased)
17. Get Yourself Together (from ‘Extras’)
18. Set The House Ablaze (alternate ‘dub ending’ version – previously unreleased)
19. Boy About Town (alternate version – Jam fan club flexi from ‘Extras’)
20. No One In The World (demo from ‘Extras’)
21. ‘Instrumental’ (demo – previously unreleased)
22. Waterloo Sunset (demo – previously unreleased)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Nine Inch Nails - Pretty Hate Machine - Remaster (1989 - 2010)
O debut do Nine Inch Nails ganhou uma nova versão depois de passar anos no limbo da gravadora e sair de catálogo.O Pretty Hate Machine, de 1989, no qual Trent Reznor tocou todos os intrumentos, ganha uma edição de luxo, remasterizada, como o músico insistia desde 2005. O disco foi responsável pelo sucesso de Reznor e por levar o industrial para as rádios comerciais.
O antecessor do The Download Spiral tem uma levada mais dançante que os trabalhos subseqüentes do NIN e apesar de singles como Sin e Down in It, a gravadora nunca teve interesse em relançá-lo.
Trent publicou em seu site oficial a seguinte nota: “Foi uma viagem interessante ver o destino desse disco ir de um conjunto de mãos para o outro (uma história longa e deprimente), mas ele acabou por parar em território amigo, que nos permite aperfeiçoá-lo um pouco e apresentá-lo a vocês agora. Nos divertimos ao revisar esse velho amigo, espero que gostem”
O relançamento ocorreu no dia 22 de novembro e com a arte refeita por Rob Sheridan, além de uma bonus track, o cover de Get Down, Make Love do Queen.
Fonte: Rock'n'Beats
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Tracklist:
1. "Head Like a Hole"
2. "Terrible Lie"
3. "Down in It"
4. "Sanctified"
5. "Something I Can Never Have"
6. "Kinda I Want To"
7. "Sin"
8. "That's What I Get"
9. "The Only Time"
10. "Ringfinger"
domingo, 5 de dezembro de 2010
The Teardrop Explodes - Kilimanjaro (Deluxe Edition) 3 CDs (1980 - 2010)
The Teardrop Explodes foi uma banda de pós-punk formada em Liverpool em 1979. O nome foi tirado de um episódio do herói Marvel, o Demolidor.Este foi o primeiro álbum dos caras, Kilimanjaro, gravado no verão de 1980 e também com o qual eles atingiram o auge da popularidade chegando ao top 20 da parada inglesa por conta do single "Treason".
Nos Estados Unidos também obtiveram relativo êxito graças ao single ""When I Dream" e justamente nessa época e apesar de toda receptividade do público e crítica a banda passou por diversas formações.
No ano 2000 a Q Magazine inclui Kilimanjaro entre os 100 Melhores ÁLbuns de Todos os Tempos, mais precisamente na posição 95.
Uma curiosidade: A faixa "Books" chegou a ser regravada pelo Echo and The Bunnymen com o título de "Read it in Books" e lançada como B-Side de "The Pictures on My Wall", primeiro single dos homens-coelho.
Em 2010 com o aniversário de 30 anos, Kilimanjaro, ganha uma edição mais que luxuosa e merecida com 3 álbuns contendo um bom material extra.
Confira!
Tracklist:
Disc 1
1. "Ha Ha I'm Drowning"
2. "Sleeping Gas"
3. "Treason"
4. "Second Head"
5. "Poppies"
6. "Went Crazy"
7. "Brave Boys Keep Their Promises"
8. "Bouncing Babies"
9. "Books"
10. "Thief of Baghdad"
11. "When I Dream" (longer version)
Disc 2
1. "Reward"
2. "Sleeping Gas" (single version)
3. "Camera Camera (Goddamn Camera)"
4. "Kirby Workers Dream Fades"
5. "Bouncing Babies" (single version)
6. "All I am is Loving You"
7. "Treason" (Zoo single version)
8. "Read It in Books"
9. "Kilimanjaro"
10. "Strange House In The Snow"
11. "Use Me"
12. "Traison (C'est Juste Une Histoire)"
13. "Sleeping Gas" (live version)
Disc 3
1. "Brave Boys Keep Their Promises" (Peel Session)
2. "Ha Ha I'm Drowning" (Peel Session)
3. "Went Crazy" (Peel Session)
4. "Chance"
5. "Thief of Baghdad" (Peel Session)
6. "When I Dream" (Peel Session)
7. "Poppies In The Field"
8. "Reward" (Mike Read Session)
9. "Suffocate"
10. "For Years"
11. "The Great Dominions" (demo version)
sábado, 4 de dezembro de 2010
Ray Davies - See My Friends (2010)
Os Kinks surgiram na década de 1960 e são uma das melhores bandas de todos os tempos. Entretanto, apesar de influenciar várias gerações e de ter uma carreira extensa, o grupo nunca alcançou a mesma repercussão comercial que outros pares igualmente talentosos do mesmo período, como The Who, Beatles, Rolling Stones.Entre 1964 e 1993, lançaram mais de 30 álbuns oficiais e mais de 30 coletâneas com compactos, EPs e faixas marcantes. É impressionante, já foram gravados por mais de 1000 artistas e bandas. Só a faixa You Really Got Me já foi registrada mais de 150 vezes diferentes.
Ray Davies, líder e compositor do grupo, é reconhecido no mundo da música como o melhor cronista do cotidiano e do que significa ser inglês. É apontado também como um dos principais autores de canções do último século. Ele é tão importante e influente que já foi regravado até… por ele mesmo!
Lançou no dia 1º de novembro, na Inglaterra, o álbum "See My Friends" . Nesse disco, regravou 14 hits de sua autoria, todos com participações especiais diferentes. Algumas são bastante inusitadas. Na verdade, quase todas. O artista viajou por uma série de países, desde o início do ano, para visitar bandas e artista, e foi registrando o projeto.
Talvez o que chame a atenção seja o fato de que muitos dos convidados tenham estilos bem distintos daquilo que Ray Davies sempre fez. Já outros, prometem no mínimo um resultado curioso. Confira e tire suas próprias conclusões.
Fonte: Whiplash!
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Tracklist:
01 – Better Things (Ray Davies & Bruce Springsteen)
02 – Celluloid Heroes (Ray Davies, Jon Bon Jovi & Richie Sambora)
03 – Days/This Time Tomorrow (Ray Davies & Mumford & Sons)
04 – Long Way From Home (Ray Davies, Lucinda Williams & The 88)
05 – You Really Got Me (Ray Davies & Metallica)
06 – Lola (Ray Davies & Paloma Faith)
07 – Waterloo Sunset (Ray Davies & Jackson Browne)
08 – ‘Til The End of The Day (Ray Davies, Alex Chilton & The 88)
09 – Dead End Street (Ray Davies & Amy Macdonald)
10 – See My Friends (Ray Davies & Spoon)
11 – This Is Where I Belong (Ray Davies & Black Francis)
12 – David Watts (Ray Davies & The 88)
13 – Tired Of Waiting (Ray Davies & Gary Lightbody [Snow Patrol])
14 – All Day And All Of The Night/Destroyer (Ray Davies & Billy Corgan)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
The Jesus and Mary Chain - The Power of Negative Thinking - B-sides and Rarities (2008)
Eles estão há doze anos sem apresentar nada de novo. O último álbum de originais foi “Munki”, de 1998, e nesse meio tempo – desde o anuncio oficial do fim em setembro de 1999 – foram lançadas três coletâneas: “The Complete John Peel Sessions” (2000), vinte e uma canções registradas em seis sessões ao vivo na BBC (incluindo sete registros com Bobby Gillespie na bateria), “21 Singles” (2002), e “BBC – Live in Concert”, com duas apresentações, uma em 1992 e outra em 1995.A rigor, o Jesus já tinha lançado três álbuns de raridades em sua carreira: “Barbed Wire Kisses” (1988), “The Sound of Speed” (1993) e “Hate Rock N’ Roll” (1995), os três extensamente representados em “The Power Of Negative Thinking”. Do primeiro só ficou de fora “Mushroom”, versão ao vivo de 1987 de uma canção do Can. Já do segundo são duas as faixas “esquecidas”: uma versão mais longa de “Reverence” e outra – também estendida – de “Sidewalking”. Por fim, do terceiro ficou de fora o remix de gemidos para “Teenage Lust – Desdemoana Mix”.
Assim, das 81 faixas de “The Power Of Negative Thinking”, 38 já haviam aparecido nas três coletâneas de raridades lançadas. As 43 restantes englobam b-sides, covers e oito números nunca lançados. O box abre com “Up Too High”, retirada da primeira demo do Jesus and Mary Chain, de 1983. Já estava (quase) tudo ali: o vocal tristonho, a paixão por Phil Spector, teclados gélidos. As microfonias ensurdecedoras viriam logo adiante, no single “Upside Down” lançado em novembro de 1984 pelo mítico selo Creation, com “Vegetable Man”, cover barulhenta de Syd Barret, no lado B.
No CD 1, ainda, versões demo de “Just Like Honey”, “My Little Underground” e “The Living End” (as duas últimas, inéditas), a empolgante “The Hardest Walk” (que só saiu na trilha do filme “Alguém Muito Especial”, clássico da Sessão da Tarde anos 80), versões acústicas (“Taste of Cindy”, “Cut Dead”, “You Trip Me Up”) e b-sides poderosos como “Suck”, “Ambition”, “Just out of Reach”, “Boyfriend’s Dead” e a dobradinha “Some Candy Talking”/”Psychocandy”, a música, além da inédita e barulhenta “Walk and Crawl”, gravada em janeiro de 86, e nunca lançada oficialmente.
O segundo CD abre com nuvens de microfonia (“Kill Surf City”, “Bo Diddley Is Jesus” e “Who Do You Love”, cover de Bo Diddley), mas o que impressiona é o ótimo country “Shake”. Versões demo de “Happy When It Rains” (ótima) e “On the Wall” e um remix da cover dos Beach Boys “Surfin’ USA” se destacam em meio a canções que entram no clima “Darklands” como “Break Me Down”, “Shimmer”, “Swing” e “Don’t Ever Change” além de estranhezas como “Penetration” e delicias como “Subway”, “Sidewalking” e “Happy Place”. Fechando, uma cover para o hit “My Girl”.
O CD 3 vem no clima dos álbuns “Automatic”/”Honey’Dead” com bateria à frente em “In the Black”, um q de Beatles perdido sobre o peso dançante de “Terminal Beach”, e covers de Leonard Cohen (“Tower of Song”), Jerry Reed (“Guitarman”, imortalizada por Elvis), Roky Erickson (“Reverberation”) e Willie Dixon (“Little Red Rooster”). Boas canções são recuperadas como as barulhentas “Snakedriver”, “Sometimes”, “Something I Can’t Have” (de riff forte e inesquecível) e “Write Record Release Blues” além das calminhas “I’m Glad I Never”, “Drop”, “Why’d You Want Me” e uma versão acústica de “Teenage Lust”.
Fechando o pacote, o CD 4 centra foco na fase final do grupo com grandes canções que mereciam muito mais destaque. São o caso de “Perfect Crime”, “Little Stars”, uma regravação de “Drop”, o delicioso folk “New York City”, “Ghost of a Smile” (de Shane MacGowan, do Pogues), “Bleed Me”, “Hide Myself”, “Easylife, Easylove”, “40,000K” e duas canções do guitarrista Ben Lurie, que integra a banda desde 1989: “Taking It Away” e a pungente “Rocket”. Há ainda a inédita “Till I Found You”, versões demo para “Dirty Water” e uma estranha cover para “Alphabet Street”, de Prince.
Além dos quatro CDs, “The Power Of Negative Thinking” ainda traz um livreto de 64 páginas com entrevistas com os intregrantes da banda e um pôster que mapeia a arvore genealógica com todo mundo que passou pela banda de 1983 até a turnê de divulgação do álbum “Munki”, em 1998. Mais do que compilar b-sides e raridades, “O Poder do Pensamento Negativo” mostra que a Corrente de Jesus e Maria fez muito mais do que seis álbuns brilhantes em 25 anos de carreira. Muito daquilo que você não conhecia está reunido aqui. Pegue uma cerveja e ajoelhe-se.
texto extraído do portal IG.
Tracklist:
CD 1
1-01 Up Too High (Demo '83)
1-02 Upside Down
1-03 Vegetable Man
1-04 Suck
1-05 Ambition
1-06 Just Out Of Reach
1-07 Boyfriend's Dead
1-08 Head
1-09JU~1
1-10 Cracked
1-11TA~1
1-12 The Hardest Walk
1-13 Never Understand (Alternate)
1-14 My Little Underground (Demo)
1-15 The Living End (Demo)
1-16 Some Candy Talking
1-17 Psychocandy
1-18 Hit
1-19 Cut Dead (Acoustic)
1-20 You Trip Me Up (Acoustic)
1-21 Walk And Crawl
CD 2
2-01 Kill Surf City
2-02 Bo Diddley Is Jesus
2-03 Who Do You Love
2-04EV~1
2-05 Shake
2-06 Happy When It Rains (Demo)
2-07 Happy Place
2-08 F.Hole
2-09 Rider
2-10 On The Wall (Demo)
2-11 Surfin' USA (Outtake)
2-12 Here It Comes Again
2-13 Don't Ever Change
2-14 Swing
2-15 Sidewalking
2-16 Surfin' USA (Summer Mix)
2-17 Shimmer
2-18 Penetration
2-19 Break Me Down
2-20 Subway
2-21 My Girl
CD 3
3-01 In The Black
3-02 Terminal Beach
3-03 Deviant Slice
3-04 I'm Glad I Never
3-05 Drop (Acoustic Re-Mix)
3-06 Rollercoaster
3-07 Silverblade
3-08 Lowlife
3-09 Tower Of Song
3-10 Heat
3-11 Guitarman
3-12 Why'd You Want Me
3-13 Sometimes
3-14TE~1
3-15 Reverberation (Doubt)
3-16 Don't Come Down
3-17 Snakedriver
3-18 Something I Can't Have
3-19 Write Record Release Blues
3-20 Little Red Rooster
CD 4
4-01 The Perfect Crime
4-02 Little Stars
4-03 Drop Re-Record
4-04 I'm In With The Out Crowd
4-05 New York City
4-05 New York City
4-06 Taking It Away
4-07 Ghost Of A Smile
4-08 Alphabet Street
4-09CO~1
4-10DI~1
4-11 Till I Found You
4-12 Bleed Me
4-13 33 1_3
4-14 Lost Star
4-15 Hide Myself
4-16 Rocket
4-17 Easylife, Easylove
4-18 40,000k
4-19 Nineteen666
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Marcelo Jeneci - Feito Pra Acabar (2010)

“Desculpa, Marcelo, mas essa melodia o meu vizinho poderia fazer.” Essa frase foi dita ao jovem músico Marcelo Jeneci por ninguém menos que Chiquinho de Moraes, diretor musical e arranjador de músicas de Roberto Carlos entre 1970 e 1978. Incomodado com um trecho da melodia de "Quarto de Dormir", o maestro utilizou-a como pretexto para se retirar da parceria entre gerações.
Ao contrário do que se possa imaginar, a reação do músico paulistano de 28 anos à bronca não foi negativa. “Falei: ‘Pô, mas é isso que eu quero, que legal!’. Acho isso um elogio, sabe? Mas ele achava meio cafona demais”, afirma. “Eram cinco horas da manhã, ele disse: ‘Não, acho que não posso aceitar esse trabalho’. Fechou a pasta e foi embora.”
Pitoresca, a história explica muito sobre o disco "Feito pra Acabar", que apresenta Jeneci como compositor e cantor solo, após dez anos de trabalho como instrumentista das bandas de Chico César, Vanessa da Mata e Arnaldo Antunes. Como acontecia na primeira fase romântica de Roberto (e de Chiquinho), as melodias, letras e refrões das músicas de Marcelo são mesmo daquele tipo que até o vizinho poderia fazer – mas não fez. E esse é seu trunfo, muito mais que desvantagem, num ambiente musical que anda desacostumado a celebrar refrões, melodias e letras simples e de fácil comunicação.
A canção rejeitada por Chiquinho de Moraes diz o seguinte: “Um dia desses você vai ficar lembrando de nós dois/ e não vai acender a luz do quarto quando o sol se for/ bem abraçada no lençol da cama vai chorar por nós/ pensando no escuro ter ouvido o som da minha voz/ vai acariciar seu próprio corpo e na imaginação/ fazer de conta que a sua agora é a minha mão/ mas eu não vou saber de nada do que você vai sentir/ sozinha no seu quarto de dormir”. "Quarto de Dormir" é uma curiosa remistura de "Meu Mundo e Nada Mais" (1976), de Guilherme Arantes, com "Detalhes" (1971), "Desenhos na Parede" (1975) e "Café da Manhã" (1978), todas baladas emblemáticas de quando Chiquinho era o maestro de Roberto.
A ausência do maestro não deixou as canções rasgadas de Marcelo desguarnecidas da orquestra de cordas que ele desejava ter no disco. O posto foi assumido por Arthur Verocai, ex-diretor musical da Globo e arranjador das cordas aveludadas do clássico "Negro É Lindo" (1971), de Jorge Ben (Jor), e de parte do disco tomado como modelo por Jeneci para sua estreia solo: "Carlos, Erasmo" (1971), do responsável pela outra metade do sucesso de Roberto Carlos. Verocai brilhou à frente de uma orquestra completa nos dois shows de apresentação de apresentação de "Feito pra Acabar" no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, fazendo parecer luxo aquilo que na primeira metade do século passado era realidade obrigatória da música brasileira, erudita ou popular.
“Foi em Caruaru, quando eu tinha oito anos, que descobri o cinema. Antes de começar qualquer filme, tocava música orquestrada, 30 músicos ao vivo. Todo show acontecia em cinema”, relembra Manoel Jeneci, 53 anos, nordestino de Sairé, quando a cidade ainda era distrito de Bezerros, agreste frio de Pernambuco. Manoel, além de pai de Marcelo, é técnico de eletrônica e prepara sanfonas e programações Midi para músicos como Dominguinhos, Oswaldinho do Arcordeon e Zezé di Camargo & Luciano.
Seu filho, a propósito, é violonista, pianista, organista, tecladista e… sanfoneiro. Aos 17 anos, ia para o palco de sanfona pendurada nos ombros, como integrante da banda do paraibano Chico César. Eis aí outro trunfo de Marcelo: foi como endiabrado sanfoneiro pop-rock que roubou várias das atenções do mentor e parceiro Arnaldo Antunes, no DVD "Ao Vivo no Estúdio" (2007).
Marcelo mora no Alto da Lapa e passa facilmente por nativo da comunidade pós-hippie da Vila Madalena, mas nasceu no bairro de Aricanduva, na zona leste da capital paulista. Para esta reportagem, “viajou” com o iG até o bairro de Guaianases, na zona leste extrema de São Paulo, onde a família continua a viver. Manoel migrou em 1972, aos 16 anos, com o pai pedreiro que construiria sozinho (ele não gosta de ter ajudantes) boa parte das casas da rua, inclusive esta em que a família mora, trabalha e se diverte.
Apaixonado por música e cinema, Manoel adaptou a casa de modo a criar uma oficina no térreo e uma sala particular de cinema no primeiro andar. Gabriel, o filho caçula de oito anos, é peremptório quando indagado sobre o que vai ser quando crescer: “Diretor de cinema”. Durante a viagem de ida, por 50 minutos, Marcelo fala de si próprio, do irmão mais velho Fábio (hoje roadie de seus shows), de Manoel e da paulistana Glória, Glorinha (como Manoel chama a esposa): “Eu nasci dentro de uma igreja evangélica, minha mãe é evangélica. Meu pai é contra religião, minha mãe é a favor. Dois filhos, um ia à igreja, o outro não ia. Eu ia. É uma igreja dessas que não fazem parte de uma instituição, uma família compra uma casa e faz. Tem um nome bonito, Igreja do Refúgio. Minha mãe frequenta ainda. Eu, não mais”.
A vocação musical começou a brotar, portanto, entre a oficina de sanfonas do pai e o culto da mãe: “Tinha um órgão na igreja, comecei a tocar lá, todo domingo. Mas eu queria era botar música que eles chamam de mundana, e não podia. Aos poucos começou a poder, e eu comecei a ficar cabeludo. Estavam estourando Raça Negra, Só pra Contrariar, Negritude Jr. Montei um grupo de pagode dentro da igreja, só que com letra falando de Deus, Jesus, amor. Chamava JCV, não lembro o que significava o nome…”.
O rock, a MPB e as vanguardas paulistas o afastaram do pagode e do forró (também integrou a banda forrozeira Peixelétrico), mas preza o afeto por aqueles tempos e ritmos. “Faz tempo que não ouço, mas se tocar aquela (cantarola) ‘lua vai/ iluminar os pensamentos dela’… Eu acho linda essa música, saca?”, diz, referindo-se a "Recado à Minha Amada" (1996), do Katinguelê.
Por essas e outras se construiu o destemor de Marcelo em soar popular, romântico, “cafona”. Tem, para isso, o apoio e a adesão de compositores sofisticados como Arnaldo Antunes, Chico César, Zé Miguel Wisnik, Luiz Tatit e Ortinho, e instrumentistas da pesada como Edgard Scandurra, João Erbetta (do grupo Los Pirata) e Curumin. Uma cantora de 20 anos, Laura Lavieri, divide os vocais de todas as faixas do CD – em "Pra Sonhar", o duo chega a evocar de leve uma dupla caipira.
Jeneci não nega que sonha ouvir a voz de Roberto Carlos interpretando um tema seu, talvez exatamente o "Quarto de Dormir" recusado por Chiquinho de Moraes. “Já sonhei muito com isso, e já chorei imaginando a possibilidade de chegar na casa do meu pai depois de ter feito algo com Roberto, com o joelhinho tremendo de emoção”, descreve a “utopia”, na viagem de volta ao Alto da Lapa.
Texto extraído do site Ultimo Segundo.
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ao vivo no Ronca Ronca
Tracklist:
o1 Felicidade
02 Jardin do Éden
03 Copo D'Água
04 Café com Leite de Rosas
05 Quarto de Dormir
06 Pra Sonhar
07 Por Que Nõs
08 Dar-Te-Ei
09 Longe
10 Tempestade
11 Show de Estrelas
12 Pense Duas Vezes Antes de Esquecer
13 Feito Pra Acabar
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Leonard Cohen – The Columbia Records Radio Hour presents Leonard Cohen Live! (Promo) (1993)
Showzaço realizado em 18 de abril de 1993, para a série Columbia Radio Hour lançado em cd com tiragem mais que limitada, apenas 100 privilegiadíssimas pessoas tiveram acesso, ouvintes da rádio.O que particularmente me chamou a atenção é que esse show foi realizado numa manhã de domingo, quer dizer, não é pra qualquer um não, manter um vozeirão desses logo cedinho.
Tracklist:
01 – First We Take Manhatten
02 – Ain’t No Cure for Love
03 – Coming Back to You
04 – Dance Me to the End of Love
05 – Democracy
06 – Waiting for the Miracle
07 – The Future
08 – I’m Your Man
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