segunda-feira, 31 de outubro de 2011

VA - Ahk-toong Bay-bi Covered (2011)

AHK-toong BAY-bi Covered, denominado (Ǎhk-to͝ong Bay-bi) Covered, é um álbum tributo gravado por vários artistas e lançado no último dia 25 de outubro de 2011.

O aguardado álbum conta com versões cover das 12 músicas do álbum de 1991, Achtung Baby, da banda de rock irlandesa U2.

A revista Q encomendou o álbum para comemorar o 20° aniversário de lançamento original de Achtung Baby e o 25° aniversário da própria revista. Ele foi incluído em um CD na edição da revista Q no mês de novembro de 2011.

O editor-chefe da revista disse: "Esta é uma maneira inteiramente apropriada para marcar o aniversário da revista Q e de Achtung Baby, um dos álbuns fundamentais em nossa vida".

Vai o faixa-a faixa surrupiado do blog Registro Dissonante e cujos comentários eu assinaria embaixo.


1 - Nine Inch Nails – Zoo Station
Trent Reznor desperdiça uma grande oportunidade de surpreender com sua barulheira eletrônica. Pelo contrário, o NIN tirou toda a força da original e criou uma versão light pra tocar em elevador. Que vergonha.

2 - U2 (Jacques Lu Cont Mix) – Even Better Than The Real Thing
Remix ok com cara de lado B e nem é a versão legal que eles usaram para abrir a 360º Tour.

3 - Damien Rice – One
Até o finado Johnny Cash já regravou essa música... você não esperava mesmo que o Damien Rice com seu banquinho e seu violão conseguisse surpreender, não é mesmo?

4 - Patti Smith – Until The End Of The World
Mais uma versão que reduz a velocidade da original. Neste caso, a opção orna com a interpretação da grande Patti Smith, cantando como quem perdeu a batalha pra vida.

5 - Garbage – Who’s Gonna Ride Your Wild Horses
Eu ia reclamar da falta de ânimo da Shirley Manson, mas depois do Snow Patrol eu resolvi rever meus conceitos. Até que essa versão do sumido Garbage ficou bacana.

6 - Depeche Mode – So Cruel
Um caso de identificação imediata: parece que a música foi feita para o Depeche Mode. A balada mais triste do disco ganha ruídos eletrônicos sem perder o espírito angustiado. Tudo aquilo que a gente esperava do NIN.

7 - Gavin Friday – The Fly
Mesmo caso do NIN. Amigo de longa data do U2, Friday tirou a guitarra poderosa da música e jogou toda sua energia no ralo. Ficou com cara de remix supérfluo de lado B.

8 - Snow Patrol – Mysterious Ways
De longe a pior cover do disco. Essa banda deprimente tirou toda a ginga e a sensualidade da música mais sexy do disco. Não entenderam nada, malditos. Devia existir uma lei pra punir esse tipo de abuso.

9 - The Fray – Trying To Throw Your Arms Around The World
Em time que está ganhando não se mexe. O The Fray respeita o U2 sem reinventar a roda e não compromete.

10 - The Killers – Ultraviolet (Light My Way)
Brandon Flowers se realiza na versão da música que sua banda provavelmente sempre quis compor. O respeito à original atinge o nível da devoção.

11 - Glasvegas – Acrobat
Guitarra de arrepiar os pelos da nuca. Batida de causar abalo sísmico no quarteirão. Vocal de cortar os pulsos. Melhor versão do disco. E eu nem conhecia essa banda.

12 - Jack White – Love Is Blindness
Jack White deixa a interpretação introspectiva do Bono de lado e abusa da gritaria desesperada como se alguém estivesse arrancando seu coração fora. Bom demais.



Tracklist:

1. “Zoo Station” Nine Inch Nails 6:28
2. “Even Better Than the Real Thing” U2 (Jacques Lu Cont Mix) 6:39
3. “One” Damien Rice 5:26
4. “Until the End of the World” Patti Smith 3:36
5. “Who’s Gonna Ride Your Wild Horses” Garbage 5:16
6. “So Cruel” Depeche Mode 6:02
7. “The Fly” Gavin Friday 4:16
8. “Mysterious Ways” Snow Patrol 4:48
9. “Tryin’ to Throw Your Arms Around the World” The Fray 4:33
10. “Ultraviolet (Light My Way)” The Killers 4:53
11. “Acrobat” Glasvegas 4:08
12. “Love Is Blindness” Jack White 3:20



Orbital : Never



Pra quem andava com saudades do Orbital, eis que eles ressurgem com esta pérola intitulada "Never".

E você pode baixá-la aqui

Chromatics - Kill For Love

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Autoramas - Música Crocante (2011)



1. Verdade Absoluta
2. Tudo Bem
3. Verdugo
4. Máquina
5. Abstrai
6. Lugar Errado
7. Domina
8. Superficial
9. Guitarrada II
10. Sem Privilégios
11. Luana Lopez
12. Billy Hates Sayonara (bonus track)
13. Blue Monday (bonus track)



Os Autoramas estão de volta ao que fazem de melhor: RRRocks autorais
Autorâmicos!

Desde que liguei a TV em um fim de tarde nos meados de 2000 e ouvi o Gabriel
Thomaz ensinando com veemência “fale mal de mim”! aprendi que ali estava uma
banda que por muitas e muitas vezes voltaria a me chamar a atenção e da qual
falaria ainda muito, e bem.

“Você sabe”, “ A 300km ”, “ Mundo Moderno”, “ Hotel Cervantes” e outras canções
foram me aproximando cada vez mais do som deles, até que um dia, por conta de
caminhos que se cruzam no destino, acabei por fazer parte da festa no CD e DVD
ao vivo "Desplugado". Quando toquei piano e acordeom com a banda.

O novo petardo dos Autoramas – Música crocante – realmente já faz “krak” logo na
primeira mordida.
A usina de ideias e riffs que continua sem nenhum medo de acender a luz no meio
do silêncio da madrugada e botar os amplificadores no dez para embalar a
vizinhança está ligada e em 220.
Em tempos em que garotos e meninas se levam tão a sério a ponto de produzirem
música adulto contemporânea aos dezenove anos, o Autoramas se torna
fundamental para lembrar que o rock’n’roll é diversão sem querer saber como vai
ser a manhã seguinte ou como vamos para casa no final da festa.

O CD já começa com uma guitarra ventilada (um efeito de chegada e tanto) gritando na sua cara a “Verdade absoluta”. “Muito além do seu direito de sofrer e
do dever de ser feliz....” Gabriel já indica que vai mexer com os brios dos famosos
donos... dela...da verdade em seu rock urgente de abertura. Ele corre para o
campo de batalha sob a cobertura infalível do baixo da Flavinha – Flávia Couri –
Que está dando o ar de sua graça literalmente literal nesse novo trabalho. Tanto no
quesito base matadora – todos vão notar que seu instrumento ganha e traz uma
nova importância no atual som da banda – como em composições também. É sua a
“Lugar errado”, uma das melhores do disco “Cuidado com a direção meu bem, ou
vai dar no lugar errado” ela canta. Alerta vermelho!!
E ainda contribui com a canção “ Superficial” “ Sorrindo e mentindo”. A tensão sexy
do disco está personalizada.

Bacalhau sempre será um dos bateristas que melhor transita nesse universo
Surfmusic-TedBoy que as bases constroem e conduzem. Suas levadas e viradas
têm assinatura. Aqui em nossa terra Brasilis é muito difícil errar quando a pergunta
aparece “Essa bateria.... é o Bacalhau do Autoramas tocando.. não é?” Sim é o
cara!

Em “ Abstrai” Gabriel Thomaz abusa, sendo tão simples e direto como em suas
melhores, e aqui está mais uma delas. Essa canção na qual me orgulho de ter
tocado órgão (assim como na abertura “Verdade absoluta”) é uma daquelas
músicas que você vai querer ouvir duas vezes antes de continuar com a audição do
CD. O riff de órgão foi criado por ele e aprendido por mim e devo dizer que agora
que está na faixa ele tem a função de te puxar para um canto e dizer: Vem cá, vem
ouvir isso aqui – “Então desencana, não generaliza, isso não vale a pena, não deixa
isso te abalar..//. põe uma pedra em cima disso aí e vai!”
Gabriel te aconselha em seguida. Definitivamente uma de minhas favoritas.

Ruben Jacobina está presente no álbum com uma declaração de amor ao estilo –
Caí de quatro por ela sim.. porque? vai encarar?- E seu modo de dizer as coisas
que todo mundo quer ouvir, mas que só ele diz (como em seu clássico “Artista é o
caralho”) cria um dos momentos mais confessionais, divertidos e Ted boys do CD.
Você quase consegue ouvir as Scooters Lambrettas e Vespas chegando.

O disco trás duas parcerias além fronteiras e uma homenagem além mar.
Nos últimos anos a banda Autoramas tem feito turnês internacionais muito bem
sucedidas tanto na América Latina como na Europa e no Japão. Gabriel compôs
com o jornalista radialista argentino Maxi Martina - que além de tudo é confesso fã
da banda - um rock visceral que faz sua guitarra passear cheia de “tremolos” e que
traz o pedal de distorção para o baixo de Flavinha. Todos encabeçados por uma
batida disco de Bacalhau. “ Com las uñas acariciando autos, me pido piedad sin
hablar”
Em meu Portunhol impecável posso garantir que em “Verdugo” El circo pega fuego!

Com The Supersónicos, uma das maiores bandas de rock do Uruguai compôs a
claustrofóbica “Máquina” onde Bacalhau faz o motor da mesma, e com brilho.
Em homenagem ao amigo Billy, baixista da banda japonesa Guitar Wolf, morto em
2005 nasce Billy hates Sayonara. Segundo Gabriel, o que Billy realmente detestava
eram os momentos de despedida. Então esse petardo que vem de bônus track no
disco funciona para garantir que Billy esteja sempre por aí e para que não precise
mais dizer adeus.

As faixas instrumentais dos Autoramas sempre marcaram presença para deixar a
veia surfmusic da banda correr mais solta e nesse disco não é diferente. Pela
segunda vez na carreira eles..e ela se entregam à surf music da Pororoca: a
Guitarrada. Aqui, em “Guitarrada II” o estado do Pará foi tomado de assalto
novamente por Thomaz , Bacalhau e Flávia.

O disco encerra oficialmente com a banda mandando um surf beijo instrumental
chamado Luana López. Gabriel me disse que esse era o nome artístico escolhido
por sua avó Lúcia de oitenta anos que em sua juventude sonhou ser uma estrela e
que por conta de valores morais daquele tempo não conseguiu levar seus intentos a
diante. As ondas batem suave nessa homenagem que faz a gente querer ir para o
por de sol mais próximo.

Mas só que extra oficialmente o CD termina mesmo com o único cover da
noite....senhoras e senhores : A mais destruidora linha de baixo da música pop
inglesa aqui totalmente “Autoramizada” – Blue Monday – New Order . Nem há nada
mais a ser dito, esse CD é um presente, um super presente !!! Divirta-se como eu
estou me divertindo agora!

Humberto Barros (release oficial)



Autoramas - Música Crocante by musicacrocante

Ouça aqui.

domingo, 15 de maio de 2011

Mixtape - RFM Heros ( Mai 2011)

Como todo louco por música tenho minhas manias e uma delas é criar playlists a partir de temas, assim sempre que baixo ou compro um cd procuro músicas que tenham títulos peculiares, como por exemplo, nome de lugares, de outras bandas, de personalidades, anos, numeros e por aí vai.

Agora resolvi finalmente colocar essas obssessividades por aqui e a primeira mixtape traz 17 faixas que "juntei" ao longo de uns 2 anos, todas com nomes de grandes figuras do cinema, da música, política e até esporte.

O resultado até que me surpreendeu (modéstia a parte), pois como o nome da música estava em primeiro lugar, não me importantei tanto com o tipo do som, mas acabou dando certo, rolou uma certa química entre as faixas e o resultado, está aí. Confira!!

Tracklist:

01 AM - Jorge Ben
02 Faithless - Muhammad Ali (Live)
03 Le Corps Mince De Franзoise - Gandhi
04 Miike Snow - Billie Holiday
05 I'm From Barcelona - Charlie Parker
06 MGMT - Brian Eno
07 Art Brut - Axel Rose
08 The Replacements - Alex Chilton
09 Bidê ou Balde - Madonna
10 Lucy And The Popsonics - Fred Astaire
11 Art Brut - Martin Kemp
12 Finis Africae - Van Gogh
13 The Clientele - Paul Verlaine
14 Madness - Michael Caine
15 Superguidis - Roger Waters
16 John Grant - Sigourney Weaver
17 Howie B - Tarantino


terça-feira, 5 de abril de 2011

17 Anos Sem Kurt Cobain



O suicídio do líder do Nirvana foi também a morte da banda. Confira o texto especial publicado na revista Bizz em 1994, logo após o falecimento do ídolo


Quando a edição do jornal Los Angeles Times de quarta-feira, 6 de abril, chegou às bancas, noticiando que o Nirvana estava fora da edição 94 da turnê Lolapallooza - uma excursão com tudo para figurar entre as três maiores atrações do próximo verão americano -, e enfatizando os rumores que a banda teria acabado, provavelmente Kurt Cobain já estava morto.

O corpo foi encontrado às 8h30 da manhã de sexta-feira, 8 de abril, por um eletricista que foi consertar o sistema de alarme na casa do músico, em Seattle. Inicialmente, ele pensou tratar-se de um "manequim jogado no chão". Cobain estava com o revólver calibre 38 ainda sobre o peito, apontando para o queixo e um bilhete suicida sob um vaso derrubado. Conforme os médicos legistas, a morte de Kurt, com um tiro na cabeça, teria ocorrido de 24 a 48 horas antes da descoberta.

A verdade é que nos bastidores, fora dos olhos do público e da maior parte da imprensa, o caso andava muito sério. Apesar de repetidas insinuações e de tentativas de suicídio anteriores, ninguém foi capaz de conter o ímpeto auto-destrutivo do músico.

Lida hoje, sua entrevista à revista Rolling Stone no final do ano passado e publicada em janeiro de 94-chamada "O sucesso Não É Um saco - e morbidamente profética. Kurt dá a entender que o Nirvana havia chegado ao fim da linha. E que seu destino era incerto. Mas, acima de tudo, mostrava-se perdido e desiludido com a fama e o sucesso.

Se por um lado Nevermind inaugurou urna revolução estética e mercadológica no rock - algo equivalente ao movimento punk - por outro Cobain se sentia frustrado. Ele estava prisioneiro da canção-ariete ("Smells Like Teen Spirit") e de toda badalação em torno do grunge-rock de Seattle, decorrente do sucesso daquela música e da transformação de Kurt Cobain em cone da música pop.

"Fomos incapazes de mostrar o lado mais suave, mais dinâmico da banda", disse Kurt na entrevista. "O som pesado de guitarra é o que garotada quer ouvir. Gostamos de tocar (as coisas antigas), tuas até quando eu serei capaz de gritar até arrebentares pulmões toda noite, durante um ano inteiro de turnê?" Num trecho mais sombrio, Kurt admitiu que, nos últimos cinco anos, havia desejado a morte "todos os dias", por causa de dores estomacais. "Muitas vezes cheguei bem perto."

No dia 3 de março, em Roma, Kurt Cobain mergulhou em vinte horas de coma depois de misturado champanhe e comprimidos de Roypnol. Apesar da versão oficial ter sido a de que Cobain estaria tomando o remédio para combater problemas estomacais e sua gripe, é sabido que a droga geralmente é usada para tratar pessoas com ansiedade e insônia.

Outro incidente, entretanto, este ainda mais apavorante, foi revelado somente após sua morte. Por duas vezes a polícia de Seattle havia sido contactada pela família do músico, diante de suas ameaças suicidas. A última foi no dia 18 de março-treze dias depois dele ter emergido do coma -, quando ele se trancou num quarto de sua casa com quatro armas diferentes, prometendo se matar - e de lá só saiu depois da interferência da polícia.

Entre a frustrada tentativa de suicídio e a morte, de novo a fragilidade de espírito de Cobain seria testada. A gravadota Geffen e pretensamente todo o Nirvana concordaram em relançar o disco In Utero com uma nova capa e uma nova versão de "Rape Me" - agora rebatizada de "Waif Me" - para apaziguar grandes redes de lojas (como a Wal Mart), que se recusavam a vender o disco em sua encarnação original.

Pata um a pessoa que sequer conseguiu lidar com o "barato e a vergonha de se tornar um popstar internacional" a capitulação à auto-censura ¿ ainda que sob o argumento de atender fãs que nunca conseguiriam comprar o discoa não ser em lojas conservadoras como a Wal Mart - isso corresponderia a um golpe de misericórdia na auto-estima de Cobain.

Numa derradeira tentativa de ajudar Kurt dias antes do suicídio, Courtney Love realizou uma reunião com ele, mais diversos amigos, colegas e parentes para tentar "assustá-lo" a ponto de motivar um fim no envolvimento do músico com drogas pesadas - como a heroína, Courtney também havia pedido à polícia que "checasse" sua casa em Seattle regularmente enquanto ela estivesse em Los Angeles, para promover o primeiro álbum do Hole para a gravadora Geffen, Live Through This - que foi lançado, afinal, na terça-feira, dia 12 de abril, debaixo de todo o debate em torno da morte de Cobain. Segundo a polícia, a casa foi checada regularmente, mas nunca ninguém viu viv'alma dentro dela, até a descoberta do corpo de Cobain, feita pelo eletricista.

"Sou uma pessoa demasiadamente errática, temperamental", escreveu Kurt em sua nota suicida lida por Courtney Love pela primeira vez, em parte, numa fita tocada para os mais de três mil fãs reunidos no domingo, dia 11, em torno da Space Needle, o marco arquitetônico mais importante de Seattle, durante a vigília à luz de velas em memória do músico. O recado continuava: "E perdi a paixão."

Courtney Love, com aquela voz rouca e anasalada de quem acabou de chorar muito, comentou trechos do bilhete. "Há anos venho me sentindo culpado", escreveu o músico, "e o fato é que não consigo mais enganar nenhum de vocês. O pior crime é enganar". Courtney Love emendou: "Errado: o pior crime é ir embora". Mais adiante, quando Kurt citava Neil Young - "Melhor arder do que se esvair aos poucos" - novamente Courtney interferiu, com voz cheia de raiva: "Não acreditem nisso!"

Com Kurt morto, o Nirvana oficialmente deixa de existir. Os caminhos viáveis para os dois terços restantes da banda: enterrar o passado e começar do zero, com identidade musical nova, a exemplo do que o Joy Division fez ao se transformar em New Order depois que Ian Curtis se matou, ou partir cada um em sua trilha. Mas se Cobain ainda estivesse vivo, o Nirvana teria morrido, de qualquer forma, "Gostaria de trabalhar com pessoas que fossem o oposto total do que eu estou fazendo agora", disse Kurt na Rolling Stone. "Esgotamos as possibilidades, chegamos a um ponto em que começamos a nos repetir".

O ideal de Kurt era atingir a mesma posição de uma das suas bandas favoritas, o R.E.M. - ele até planejava, antes de morrer, compor e gravar com Michael Stipe. "Não sei como desfazem", disse Cobain na entrevista. "Deus, eles são os maiores. Eles têm lidado com o sucesso como se fossem santos e continuam fazendo uma ótima música". Enquanto isso, o Nirvana, na visão do músico, "empacou. Nós fomos categorizados. Grunge é um termo tão forte quanto new wave. E você não consegue escapar dele. E (junto com o termo você também) vai sair de moda."

O maior inimigo de Cohain, porém, não era a ganância cínica da indústria do rock, nem os detratores que o escalaram para o Cristo do Momento, tampouco a pretensa limitação de horizontes determinada por seus próprios companheiros de banda, menos ainda todas as pressões do sucesso. O maior inimigo de Kurt Cobain chamava-se Kurt Cobain.

A falada "auto-medicação" com heroína, a sensação de impotência criativa, a falta de força para lidar com a saraivada de ataques que advém de um sucesso fenomenal, são todos os sinais de uma personalidade frágil, problemática, depressiva, que precisava de cuidados médicos intensivos e - acima de tudo - de supervisão 24 horas por dia, tipo homem-a-homem.

O ato desesperado de Cobain não deve ser visto como um auto-sacrifício em nome da arte, nem como um acidente infeliz que o elevou a mártir. O suicídio foi apenas mais uma maneira estúpida e infrutífera do músico tentar solucionar os problemas que não se resolvem com armas na têmpora, mas sim com remédios, tratamento, apoio e conversa.

A maioria dos fãs, embora chocada com a morte do músico, admite que o que Kurt Cobain fez não se justifica e não serve a coisa alguma, a não ser, apenas em termos imediatos, para aumentar temporariamente a venda de discos do Nirvana - desde que ele morreu, os álbuns da banda começaram a desaparecer das prateleiras das lojas em tempo recorde. Alguns lojistas notaram que entre os compradores havia um contigente com mais de 40 anos - gente que em outras circunstâncias jamais compraria discos do Nirvana. Outra conseqüência: os primeiros discos da banda, o compacto "Love Buzz/Big Cheese", de 88, e o álbum Bleach, do ano seguinte, ambos lançados pela Sub Pop, são agora o quindim dos colecionadores.

"Ele (agiu como) um moleque", rosnou um fã numa entrevista ao jornal San Francisco Chronicle. "Imagine, se matar deixando uma filha de dois anos para criar!". Outro fã, no mesmo jornal, foi mais adiante. "A garotada não vai sair se matando por causa disso. Para mim, (o ocorrido) só me fez perder o respeito por ele. Acho que Kurt deu um fim a seus problemas da forma errada."


9 Anos Sem Layne Staley



E há exatos nove anos atrás, coincidentemente no mesmo dia em que perdems Kurt Cobain, morria de overdose por heroína o vocalista do Alice In Chains, uma das maiores bandas da cena grunge.
Acima um vídeo com a performance da banda no extinto Hollywood Rock na edição clássica de 1993 que contou também com Nirvanaa e L7 entre outros.

Abaixo a Banda americana Staind canta música feita para homenagear o ídolo.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Foo Fighters - Wasting Light (2011)

Wasting Light, novo disco do Foo Fighters, vazou para download nesta sexta-feira (1). A data oficial de lançamento do álbum é 12 de abril. O novo CD da banda americana tem 11 faixas e produção de Butch Vig (ex-Garbage), produtor de "Nevermind", do Nirvana.

O trabalho sucede “Echoes, silence, patience & grace”, de 2007. Antes de o disco vazar por inteiro, a banda lançou os clipes de "White limo" e "Rope". "Bridge burning", que abre o CD, e "Arlandria" também já eram conhecidas dos fãs do grupo liderado por Dave Grohl.(G1)

website
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Tracklist: (link removed by request)

01 Bridge burning
02 Rope
03 Dear Rosemary
04 White limo
05 Arlandria
06 These days
07 Back & forth
08 A matter of time
09 Miss the misery
10 I should have known
11 Walk

segunda-feira, 14 de março de 2011

The Strokes - Angles (2011)

O novo e tão aguardado álbum dos Strokes finalmente vazou. Intitulaado Angles, sai nas lojas no dia 22 de março. O primeiro single retirado do disco foi a já malhada "Undercover of Darkness".

Segundo o guitarrista Albert Hammond, Jr., o título do álbum - produzido pelos próprios Strokes - explica-se de forma bastante simples: "É assim que o álbum soa. Nasce de cinco pessoas diferentes".

No final, ficou também a promessa de que a banda não vai demorar tanto tempo a gravar um próximo álbum (o disco anterior, First Impressions of Earth , é de 2006): "Não quero fazer um álbum de cinco em cinco anos. Adoro esta banda e quero que tenha uma carreira longa", disse o também guitarrista Nick Valensi.

Espera-se ansiosamente que a banda pinte por aqui no Brasa este ano e o Rock In Rio seria sim uma grande oportunidade.


Tracklist:

01. Machu Picchu

02. Under Cover of Darkness

03. Two Kinds of Happiness

04. You’re So Right

05. Taken For A Fool

06. Games

07. Call Me Back

08. Gratisfaction 

09. Metabolism
10. Life Is Simple In The Moonlight

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Radiohead - Live at Rock Am Ring 2001

terça-feira, 1 de março de 2011

Ride - Nowhere - 20th Anniversary Deluxe Edition (2011)

Nowhere é o primeiro álbum dos britãnicos do Ride. O álbum foi lançado pela Creation Records no dia 15 de outubro de 1990.
É considerado o segundo melhor álbum shoegaze da história só ficando atrás de Loveless do My Blood Valentine.

Nowhere ficou na posição 74 entre os 100 discos da década de 1990 eleitos pela Pitchfork, e a faixa "Vapour Trail" ficou na posição 145 no top 200 anos 1990 pelo mesmo site, como se não bastasse também está no livro "1001 Albums You Must Hear Before You Die".

Foi lançado nos Estados Unidos em dezembro de 1990 pela Sire Records com três bonus tracks "Taste", "Here and Now", e "Nowhere",que já haviam sido lançados anteriormente no EP Fall.
Em 2011 a Ignition Records relançou Nowhere com mais 4 faixas bônus extraídas do EP Today Forever.

Este ano a Rhino Handmade lançou uma edição especial de 20 anos do lançamento de Nowhere, destacando o material original remasterizado mais 7 faixas bonus e o melhor, um segundo álbum contendo uma performance ao vivo no The Roxy in Los Angeles gravado no dia 10 April 1991, ou seja, no ápice da banda. Além disso acompanha um livreto de 40 páginas com fotos exclusivas e uma resenha pelo crítico musical Jim DeRogatis tudo isso numa embalagem especialíssima.

Formação:
  • Mark Gardener – vocais, guitarra
  • Andy Bell – vocais, guitarra
  • Steve Queralt – baixo
  • Laurence Colbert – bateria


Tracklist:

Disc 1

1. "Seagull" 6:09
2. "Kaleidoscope" 3:01
3. "In a Different Place" 5:29
4. "Polar Bear" 4:45
5. "Dreams Burn Down" 6:04
6. "Decay" 3:35
7. "Paralysed" 5:34
8. "Vapour Trail" 4:18
9. "Taste" 3:17
10. "Here and Now" 4:26
11. "Nowhere" 5:23
12. "Unfamiliar" 5:03
13. "Sennen" 4:23
14. "Beneath" 4:06
15. "Today" 6:26


Disc 2

1. "Polar Bear" (Live) 5:01
2. "Seagull" (Live) 5:51
3. "Unfamiliar" (Live) 4:42
4. "Dreams Burn Down" (Live) 5:28
5. "Like a Daydream" (Live) 2:46
6. "Vapour Trail" (Live) 3:36
7. "In a Different Place" (Live) 5:30
8. "Perfect Time" (Live) 3:26
9. "Taste" (Live) 3:27
10. "Nowhere" (Live) 8:26
11. "Chelsea Girl" (Live) 4:34
12. "Drive Blind" (Live) 6:59


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Morrissey - Christian Dior

sábado, 26 de fevereiro de 2011

G. Love - Fixin' To Die (2011)

G. Love é vocalista da banda hip-hop blues G.Love and The Special Source. Este é seu quarto trabalho solo pela Bushfire Recrds.


Tracklist:


1. Fixin’ To Die 3:28
2. The Road 2:44
3. Katie Miss 2:22
4. Milk And Sugar 3:18
5. 50 Ways To Leave Your Lover 4:22
6. You’ve Got To Die 3:37
7. Walk On 3:42
8. Just Fine 4:33
9. Ma Mere 3:54
10. Get Goin’ 3:10
11. Heaven 2:58
12. Home 3:40
13. Pale Blue Eyes 6:09


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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

The Vaccines - The Vaccines EP (2011)

Estamos em 2011, um tempo em que a tecnologia possibilita os mais loucos e profundos delírios musicais. Há quem produza álbuns inteiros em um iPad que imita fielmente as funções dos mais variados instrumentos e também aqueles que retalham toda a sorte de música pra criar uma nova. Muita gente brada que o rock morreu e não há nada que possamos fazer à respeito. Mas esses mesmos convivem com aqueles que vivem de nostalgia enquanto ouvem os mesmos álbuns há vinte, trinta anos. E por aí vai.

Nenhum desses é o caso da banda formada logo ali em 2010 na Inglaterra, o The Vaccines. Quatro meninos de Londres apaixonados pelo rock em todas as suas formas decidiram se unir e não deixar a paixão apenas na categoria "referência". E é a partir de referências clássicas como Ramones, New York Dolls e The Addicts (a gente já não ouviu essa história antes?) que a recente banda vai formando uma identidade e começa a deixar marca numa época em que pouca gente bota fé nesse gênero. Faixas sucintas e melodias fáceis são exemplos, como em "Wrecking Bar":

De acordo com grandes publicações inglesas como Guardian, BBC e NME (e com o Lucio Ribeiro aqui no Brasil), The Vaccines merece atenção especial em 2011. Em parte porque os ingleses ainda dão valor e prezam pelo rock e também pelo som jovial e fresco que a banda apresenta desde que se lançou na mídia. Algumas das faixas de seu primeiro álbum, What Did You Expect From The Vaccines?, previsto para março pela Columbia já estão disponíveis na rede e dão uma prova do que eles são capazes de fazer em meio à tantas influências de imenso porte. Uma das mais populares é a "Post Break-Up Sex", que ganhou video oficial e apresenta variações entre bubblegum e surf music.

A banda romântica e divertida é formada por Justin Young, aka Jay Jay Pistolet, Freddie Cowan (irmão de um dos Horrors), Pete Robertson e Árni Hjörvar, já saiu em turnê pela Inglaterra e participou de um Live With Jools Holland. (Fonte:rraurl)



Tracklist: (link removed by request)

01 Post-Break Up Sex
02 Wrecking Bar (ra ra ra )
03 Blow It Up


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Happy Birthday George Harrison !

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Foo Fighters - Rope (single) (2011)


Foo Fighters gravou seu sétimo álbum Wasting Light que marca uma espécie de volta as raízes graças a produção de Butch Vig produtor do Nirvana que gravou tudo em fita analógica e na garagem de Dave Grohl.

Hoje, 23 de abril, soltaram o primeiro single oficial, a faixa "Rope".

Abaixo você pode conferir o streaming de "Rope" e caso queira carregar a faixa contigo no mp3player basta clicar aqui.





"Rope" será lançada digitalmente no dia 1 de março, será disponibilizada como um brinde para os fãs que adquirem o novo álbum em pre-order via iTunes.

Já o álbum tem com data prevista para seu lançamento 12 de abril. A banda já vinha tocando as faixas do novo álbum em várias apresentações secretas. Abaixo uma delas.

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Beady Eye - Different Gear, Still Speeding (Japan Bonus Track Edition) (2011)

O Beady Eye, de banda “nova” não tem nada – é o Oasis menos seu cérebro, Noel Gallagher. Compõem a banda Gem Archer, ex-guitarrista do bom Heavy Stereo, Andy Bell, ex-guitarrista do também bom Ride, e Liam Gallagher, que, como compositor coadjuvante do Oasis, foi do ótimo (“Songbird”, “Ain’t Got Nothin’”) ao médio (“I’m Outta Time”, “Boy With The Blues”) e ao péssimo (“Little James”, “The Meaning of Soul”). Há ainda um quarto elemento, o baterista Chris Sharrock, que tocou com o The La’s, mas não é creditado como autor de nenhuma música.

Colocar Different Gear, Still Speeding para tocar esperando uma mistura dessas bandas é besteira. Na verdade, bastam alguns plays para sacar que, em vez de revisitar o britpop, a banda preferiu voltar no tempo até o final dos anos 60 e plantar acampamento por ali. “Wind Up Dream” é Rolling Stones circa Exile On Main St., com gaitinha e tudo. “The Roller” evoca os Beatles de Revolver e “The Beat Goes On”, os de Magical Mystery Tour. “Bring The Light” seria como “TVC15″, de David Bowie, teria saído se o camaleão olhasse mais para Bob Dylan e menos para a cocaína.

Existem referências mais contemporâneas também. “Four Letter Word” caberia perfeitamente no primeiro álbum do Black Rebel Motorcycle Club e, em “Millionaire”, Liam canta de um jeito que lembra muito o Dave Grohl de There Is Nothing Left To Lose (ouça as estrofes de “Breakout”), embora os dois cantores tenham timbres totalmente diferentes. E ainda “Standing on The Edge of The Noise” tem lampejos de “It’s Gettin’ Better (Man!!)”, do próprio Oasis.

Até aí, nenhuma novidade, já que o Oasis copiava desde Burt Bacharach até The Doors. Só que a ausência de Noel faz toda a diferença – para melhor. Sem “our kid”, não existem as paredes de guitarras e teclados que caracterizavam o Oasis, e nem a grandiloquência que às vezes jogava contra a banda (vide Be Here Now). O som é muito mais simples e cru, e a banda se permite músicas muito menos complexas.(leia mais aqui...Move That Jukebox)


Tracklist:

01. Four Letter Word
02. Millionaire
03. The Roller
04. Beatles And Stones
05. Wind Up Dream
06. Bring The Light
07. For Anyone
08. Kill For A Dream
09. Standing On The Edge Of The Noise
10. Wigwam
11. Three Ring Circus
12. The Beat Goes On
13. The Morning Son
14 Sons Of The Stage (bonus track)
15 World Outside My Room (bonus track)


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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Primal Scream - Screamadelica Live @ Big Day Out Gold Coast - 23 Jan 2011

Quando surgiu, o Primal Scream fazia um rock alternativo com forte influência retrô. Mas no início da década de 90, a banda redirecionou a carreira. Embarcando na onda de grupos como Stone Roses e Happy Mondays, passaram a mesclar rock com elementos de acid house e se reinventaram com um estilo ao mesmo tempo dance e psicodélico, com forte apelo pop.

Foi com o álbum Screamadelica (1991) que eles cristalizaram essa estranha fusão de sucesso. Ainda hoje, o título é aclamado como o melhor trabalho do grupo. (os armenios)

Screamadelica chegou na ressaca do verão do amor inglês, produzido pelo DJ Andrew Weatherall, e ajudou a colocar a dance music no mapa do rock europeu no começo dos anos 90. Não é exagero dizer que sem Screamadelica e seu intenso mix de psicodelia, dub, indie rock, house e folk não haveria o combo indietrônico desses anos 00. É um retorno válido entre tantas bandas de rock (My Bloody Valentine, Pavement, Pixies, et al) que voltaram para tocar seus clássicos. A diferença é que não só Screamadelica continua absurdamente atual, ouso dizer, como o Primal Scream nunca parou de tocar, com uma discografia bastante respeitável ao longo dos anos 00. (rraurl).

Para comemorar os 20 anos do lançamento do álbum a banda programou alguns shows que culminarão com uma apresentação em Glasgow dentro de algumas semanas.
Este show postado aqui aconteceu na Austrália no Big Day Out Festival na chamada Gold Coast, no dia 23 de janeiro último.




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Front 242 - Funkhadafi (Live) (1985)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Kurt Cobain 44 years! Happy Birthday Kurt!

Nirvana - Live at Reading (2009)

Uma das performances mais avassaladoras de uma banda de rock em todos os tempos, a mais visceral da mais visceral das bandas da geração grunge. Uma das maiores apresentações de uma banda em um dos maiores festivais do planeta.


Tracklist:

01.Breed [03:12]
02.Drain You [03:38]
03.Aneurysm [04:35]
04.School [02:43]
05.Sliver [02:06]
06.In Bloom [04:36]
07.Come As You Are [03:36]
08.Lithium [04:22]
09.About A Girl [02:52]
10.Tourette\’s [01:51]
11.Polly [02:49]
12.Lounge Act [02:37]
13.Smells Like Teen Spirit [04:45]
14.On A Plain [03:00]
15.Negative Creep [02:52]
16.Been A Son [02:13]
17.All Apologies [03:10]
18.Blew [03:20]
19.Dumb [02:32]
20.Stay Away [03:33]
21.Spank Thru [03:07]
22.The Money Will Roll Right In [02:17]
23.D-7 [03:44]
24.Territorial Pissings [04:30]

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Chain and The Gang - Music's Not For Everyone (2011)

Quem já assistiu filmes como E aí, meu irmão, cadê você (2000) dos irmãos Coen ou a adaptação cinematográfica de Stepehn King, À espera de um milagre (1999) deve se lembrar das cenas em que grupos de prisioneiros, todos acorrentados, fazem trabalhos braçais em alguma plantação, ou como nos desenhos animado são obrigados a quebrar pedras, sempre presos a enormes bolas de ferro para evitar uma possível fuga. Esse sistema de trabalho penitenciário forçado existiu na vida real e era popularmente conhecido como Chain Gang, algo como, a gangue da cadeia. Já nas mãos do maníaco Ian Svenonious essa referência vira música, e o acorrentado acaba sendo você.

Music’s Not For Everyone (2011) é o nome do mais novo trabalho de Svenonious que em 2009 se apresentou ao mundo (novamente) com Down With Liberty… Up With Chains, que apesar do nome não se envolve em nenhum momento com questões políticas e está muito mais interessado em se divertir. O “novamente” acima utilizado se refere ao fato de que o músico já é um velho conhecido da cena garageira. Seja em carreira solo ou ao lado de bandas como Weird War e Scene Creamers, o fato é que o músico já tem uma longa discografia, sempre fundamentada no garage rock, no blues e no experimentalismo.

Com o Chain and The Gang, Svenonious parece ter finalmente encontrado uma postura mais “profissional” em seu trabalho. Em seus antigos projetos (principalmente com o Weird War) era visível certa aura de descaso e falta de compromisso com as criações, tudo vinha com uma pegada forçadamente jovem e inconsequente demais. Embora tudo soasse como uma grande brincadeira no início, aos poucos a coisa acabou perdendo a graça.

Quando apareceu com a nova banda em 2009 através do disco Down With Liberty… ficava visível um enorme amadurecimento por parte do músico. Questões técnicas como o melhor uso dos instrumentos, sua voz e as letras canções soavam de maneira madura e muito mais firme. O que levou a isso não importa, o relevante é ver o bom trabalho do musico sendo feito, algo que com esse novo álbum se concretiza ainda mais.

Assim como o disco de estreia do Dirty Beaches – o excelente Badlands (2011) – o Chain and The Gang parece seguir uma tendência moderna, a qual se assume no reaproveitamento do rock clássico, só que o mergulhado em experimentalismos, gravações caseiras e uma linguagem mais próxima do garage rock dos anos 70. O mesmo vale para o blues, que chega de uma maneira desconstruída. Ambos os estilos estão lá, são perceptíveis, mas chegam de uma maneira estranhamente nova. Ian Svenonious mostra isso logo em Why Not?, faixa que abre o trabalho. Um rockão básico, mas que vai aos poucos se afundando em inserções ruidosas e cacofônicas.

Talvez uma audição de Music’s Not For Everyone, faixa que nomeia o disco, exemplifique isso melhor. O músico segue o tempo todo acompanhado pelos versos repetidos de “música não é para todos”, enquanto se engasga, dá a impressão de cuspir, faz sons de animais, sempre acompanhado por uma sonoridade ruidosa e hipnótica ao fundo. Claro que há espaço para faixas mais “fáceis” como Can’t Get Away e Not Good Enough, mas é no experimentalismo e nas excentricidades que o álbum alcança seus melhores momentos. Basta uma audição para que o grilhão já esteja preso à sua canela, difícil vai ser soltá-lo. (Mojo Indie)


Tracklist:

1. Why Not?
2. Not Good Enough
3. For Practical Purposes (I Love You)
4. Livin’ Rough
5. It’s A Hard, Hard Job (Keeping Everybody High)
6. Detroit Music
7. Detroit Music Pt II
8. Music’s Not For Everyone
9. Can’t Get Away
10. (I’ve Got) Privilege
11. Youth Is Wasted On The Young
12. Not Good Enough (Dub)
13. Bill For The Use Of A Body
14. Why Not? Pt III

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Cage The Elephant - Thank You Happy Birthday (2011)

O Cage the Elephant tem aquela biografia já manjada, mas que ainda inspira jovens a formar uma banda: os integrantes se conheceram na escola e começaram a tocar juntos. Nada demais até que a coisa deu certo: em 2007, a banda ganhou projeção nos EUA ao participar do cultuado festival South by Southwest.

Depois disso, os integrantes juntaram suas tralhas e se mudaram para Londres. Lá lançaram o álbum de estréia. Mas a mudança de continente teve mais efeito no segundo álbum já que em dois anos eles criaram idéias para dezenas de novas canções - de onde foram tiradas as 12 faixas que compõem Thank You Happy Birthday.

O disco chegou ao mercado no comecinho do ano, apostando alto. A sonoridade é um indie rock cru com distorções e experimentações e fortemente influenciada pelo punk rock, mas não deixa de lado a melodia. As canções remetem a Pixies, Strokes e Arctic Monkeys e eventualmente a bandas ainda mais radiofônicas como Green Day - é quando soam muito óbvios e portanto sua música fica menos interessante.

Fogem da fórmula fácil canções como a longa "Flow". Com seus quase 8 minutos ela pode ser considerada 'alternativa' e mostra que Matt Shultz não precisa gritar para mandar seu recado. Embora não haja nada de errado com seus gritos: "Sell Yourself" e "Sabertooth Tiger" são a prova. Com sua energia explosiva, ambas devem funcionar muito bem ao vivo.

Arrisco dizer que os melhores momentos da banda, no entanto, são aqueles mais melódicos quando se houve ecos das influências britânicas que a estadia em Londres proporcionou à banda. Estão nesse balaio "Always Something" - que provoca aquela sensação de 'já ouvi isso antes' - a balada "Rubber Ball" e também "Right Before My Eyes". (texto: Lizandra Pronin - Rock On Line)


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Tracklist:

01. Always Something
02. Aberdeen
03. Indy Kidz
04. Shake Me Down
05. 2024
06. Sell Yourself
07. Rubber Ball
08. Right Before My Eyes
09. Around My Head
10. Sabertooth Tiger
11. Japanese Buffalo
12. Flow


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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Faust - Something Dirty (2011)

Faust é uma banda alemã de krautrock, originalmente constituída por Hans Joachim Irmler, Werner "Zappi" Diermaier, Arnulf Meifert, Jean-Hervé Péron, Gunther Wustoff e Rudolf Sosna, juntos ao produtor Uwe Nettelbeck e ao engenheiro de som Kurt Graupner.

O grupo foi formado em 1971 na zona rural de Wümme, Alemanha. A banda assinou um lucrativo contrato com a Polydor e em seguida gravou seu álbum de estréia, "Faust", que vendeu modestamente, mas recebeu elogios da crítica por sua proposta inovadora, além de atrair fãs devotados. Faust se tornou uma das primeiras bandas internacionalmente apreciadas do gênero que ficou conhecido como krautrock.

Faust foi um dos primeiros artistas a assinar com o selo Virgin Records, de Richard Branson, que com uma campanha de marketing um tanto audaciosa para a época pretendia introduzir o grupo no mercado britânico. The Faust Tapes foi um álbum de colagens sonoras feitas a partir de um extenso acervo de gravações pessoais originalmente não destinadas para lançamento comercial, mas hoje é considerado um dos seus melhores trabalhos e, talvez, seja o primeiro disco de um grupo pop a ser totalmente elaborado como o que hoje é conhecido como sampling (uma forma muito comum de composição, bastante apreciada por DJ's e rappers). A Virgin Records o lançou pelo preço de um single e o álbum acabou vendendo 100.000 cópias, mas por ser muito barato foi considerado inelegível para as paradas de discos.

O Faust se desfez em 1975 após a Virgin rejeitar seu quinto álbum (algumas faixas desse trabalho apareceram mais tarde em Munich and Elsewhere), mas relançamentos de suas gravações anteriores e material inédito foram editados pela Recommended Records, de Chris Cutler, o que ajudou a manter o interesse do público e da crítica pelo grupo ao longo dos anos.

A banda também ficou conhecida pela apresentação visual e inovadora de seus discos. O álbum de estréia foi editado com vinil e capa transparentes, incluindo a radiografia de um punho impressa com a técnica do silk screen na parte frontal da capa. Em "So Far", além do farto uso do preto, no encarte há imagens que remetem, cada uma, às faixas do vinil. Faust IV, por sua vez, traz em sua capa uma pauta musical totalmente em branco e esta talvez seja a imagem que melhor traduz o som livre do grupo. Infelizmente, o impacto visual foi minimizado com a transposição dos projetos gráficos originais para o formato CD.

Atualmente, o Faust é considerado dos precursores de estilos como a música industrial e o ambient, fato que os torna uma das bandas alemãs de maior influência sobre a música pop contemporânea, ao lado de conterrâneos como Kraftwerk e Can.(wiki)

Este é o mais novo álbum da banda lançado no início de Fevereiro.




Tracklist:

01. Tell the Bitch to Go Home [5:54]
02. Herbststimmung [5:38]
03. Something Dirty [7:14]
04. Thoughts of the Dead [2:10]
05. Lost the Signal [8:43]
06. Je Bouffe [1:27]
07. Whet [2:07]
08. Invisible Mending [2:16]
09. Dampfauslass 1 [3:21]
10. Dampfauslass 2 [2:34]
11. Pythagoras [2:11]
12. Save the Last One [0:19]
13. La Sole Dorée [5:17]



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Frankie and The Heartstrings - Hunger (2011)

O site Clashmusic diz que esta banda britânica, de Sunderland, deve ter sequestrado o filho do produtor e cantor indie Edwyn Collins - aquele, de semi-hits bacanudos como A girl like you. Tudo porque, além de gravar uma série de singles bacanas com o quinteto britânico, o chefe de estúdio ainda os convidou para seguir com ele em turnê.

Histórias sórdidas à parte, o grupo está lançando nesta segunda, 21 de fevereiro, seu primeiro álbum e por um selo de nome curioso, Pop Sex Ltd, pelo qual vem lançando em compactos canções como Ungrateful, Hunger, Tender e Possibilities. Todas tão retrô que parece até brincadeira. São músicas pop com um pé nos anos 60 e o outro pé no desleixo punk: guitarras simples e quase sem pedal, vocais mergulhados no reverb (como nas primeiras gravações de rock), palminhas e estruturas de poucos acordes.


O vocalista Frankie Francis entra na brincadeira e confessa que fizeram mal ao filho do produtor e padrinho. "A gente sequestrou o moleque e escondeu no banco de trás da van", sacaneia. Com brincadeira ou não, o vindouro primeiro disco do grupo deve render, senão dividendos, pelo menos um volume de shows bom o suficiente para eles não precisarem mais recorrer a expedientes estranhos.

Confira o My Space e saboreie canções no mesmo clima das versões de rocks dos anos 50 e 60 que os Sex Pistols publicaram no duplo The great rock´n roll swindle (1978) - e com um pé na fase inicial do Clash.
(Laboratorio Pop)


Tracklist:

1 Photograph
2 Ungrateful
3 Hunger
4 Possibilities
5 Fragile
6 Tender
7 That Postcard
8 It's Obvious
9 Want You Back
10 Don't Look Surprised

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